O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), retomou o comando da Casa após semanas de ocupação do plenário por deputados bolsonaristas. Nos bastidores, líderes de pelo menos cinco bancadas afirmam que a pauta do chamado “pacote da impunidade” foi combinada com Motta e com o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), como condição para sua recondução.
A primeira etapa do pacote é a PEC das prerrogativas, pautada para votação nesta quarta-feira (27). Para bolsonaristas, o objetivo é abrir caminho para futuras medidas, como a anistia de apoiadores do ex-presidente envolvidos no motim. Embora a expectativa seja aprovar a PEC, a pauta do foro privilegiado, também incluída, tem maiores chances de ser rejeitada.
Segundo líderes ouvidos pelo blog, o foco principal virá após o julgamento de Bolsonaro pelo STF, marcado para 2 de setembro. O presidente do Supremo, Luis Roberto Barroso, afirmou que uma anistia antes do julgamento é impossível, mas que depois da decisão, o tema se torna uma questão política, reforçando a estratégia dos bolsonaristas de buscar anistia parlamentar e judicial.