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Terça, 24 de setembro de 2019 - 14:04:26
Bolsonaro pretende expandir BR-163 até a fronteira do Suriname
INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA
Bolsonaro pretende expandir BR-163 até a fronteira do Suriname

Principal corredor de exportação de Mato Grosso, a BR-163 pode ganhar uma nova extensão. O plano do governo Jair Bolsonaro (PSL) para aumentar a extensão da rodovia, que começa em Tenente Portela (RS) e vai até Santarém (PA), foi revelado por meio de documentos divulgados pelo portal Open Democracy e repercutidos pelo The Intercept Brasil.

Segundo a publicação, o projeto, denominado “Barão de Rio Branco”, prevê a extensão da BR-163 até a fronteira com o Suriname, além de uma hidrelétrica em Oriximiná (PA) e uma ponte sobre o rio Amazonas. A ideia por trás do plano é povoar a Amazônia, desenvolver a região e proteger a fronteira Norte do país. A apresentação do projeto foi feita em abril deste ano, em uma reunião organizada pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, na sede da Federação da Agricultura do Pará (FEAPA), em Belém.

“O governo diz que a ampliação possibilitará ‘livre mobilidade de cerca de 800 mil habitantes que moram nas cidades da região e dependem de hidrovias’. Também aposta que a construção terá ‘impacto direto’ na redução do valor do transporte de grãos na região. No total, a interligação das rodovias, argumenta a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos”, diz a publicação do The Intercept.

Em nota enviada ao site, a Secretaria de Assuntos Estratégicos afirmou que o programa Barão do Rio Branco “ainda se encontra em fase de discussão e de amadurecimento”. “Está prevista a constituição de um grupo de trabalho interministerial, por meio de Decreto, para a elaboração do Programa Barão do Rio Branco. No entanto, ainda não há data para publicação”, disse a assessoria de imprensa do órgão.

Atualmente, a BR-163 tem 3,5 mil quilômetros de extensão e dois trechos sob concessão (um em Mato Grosso e outro no Mato Grosso do Sul). O último trecho sem pavimentação, no Pará, está em obras executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) em parceria com o Exército. A previsão da autarquia é que os últimos 51 quilômetros sejam pavimentados até o final deste ano.

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