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Segunda, 03 de setembro de 2018 - 08:52:59
Caminhoneiros ameaçam nova paralisação em uma semana
AUMENTO DO DIESEL
A União dos Caminhoneiros do Brasil cobra que o Governo Federal cumpra o acordo firmado com a categoria e afirma, que caso não haja entendimento, fará nova paralisação por tempo indeterminado.

Após o anúncio do aumento de 13% do combustível nas refinarias anunciada pela Petrobras, os caminhoneiros ameaçam nova paralisação após o feriado do Dia de Independência, 7 de setembro.

Em nota, a União dos Caminhoneiros do Brasil (UDC Brasil) comunicou que dentro de 10 dias fará uma paralisação, por tempo indeterminado, com objetivo de chamar a atenção do Governo Federal pelo não cumprimento do estabelecido na última greve que durou 10 dias em maio.

A UDC reclama do não cumprimento da fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o piso mínimo da tabela de frente. Além disso, queixa de falta de pontos de fiscalização como prevê a Lei 13.703.

“Nós temos um tempo para que a ANTT se manifeste para que depois possamos tomar as atitudes necessárias. A nossa maior revolta não é nem tanto aumento do óleo diesel, mas a inércia da ANPP da fiscalização da lei 13.113”, reclama o líder do movimento no Estado.

"A falta de fiscalização e atitudes práticas por parte do órgão fiscalizador, tem trazido enormes prejuízos aos caminhoneiros autônomos do Brasil, o desrespeito descarado das empresas transportadoras que não estão obedecendo à lei 13.703 e ainda sim fazendo escárnio à categoria tão sofrida que se sente desamparada diante da situação", destaca trecho da nota.

"Cabe única e exclusivamente à ANTT tomar as providências a fim de evitar esse caos que ronda nossa pátria. Contamos com a agilidade e efetividade das propostas anteriormente acordadas. A UDC-Brasil não assumirá a responsabilidade sobre a irresponsabilidade da ANTT", acrescentam.

De acordo com o líder do Movimento dos Transportadores de Grãos de Mato Grosso, Gilson Baitaca, a paralisação não será imediata. Ele informou que os caminhoneiros deram o prazo até o dia 7 para que a ANTT se posicione sobre queixas da categoria.

“Nós temos um tempo para que a ANTT se manifeste para que depois possamos tomar as atitudes necessárias. A nossa maior revolta não é nem tanto aumento do óleo diesel, mas a inércia da ANPP da fiscalização da lei 13.113”, reclama o líder do movimento no Estado.

A primeira greve dos caminhoneiros começou no dia 21 de maio e foi encerrada no dia 30, após o Governo Federal atender aos pedidos da categoria.

Os reflexos da greve começaram a serem sentidos nos primeiros dias, com a falta de combustíveis em postos e redução na oferta de alimentos, em feiras e supermercados, remédio e gás de cozinha.

Aumento do diesel

Na sexta-feira (31), o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo)  considerou absurdo o aumento expressivo do óleo diesel realizado pela Petrobras.

No Estado, o acréscimo do diesel nas refinarias foi de 13,03%, segundo o sindicato. Pontuam que o aumento estava previsto, mas não esperavam o preço elevado e tampouco que o reajuste acontecesse na “calada da noite”.

Texto/Fonte: RAFAEL MACHADO