A repórter de Educação do g1, Luiza Tenente, detalhou como descobriu que questões de um teste da CAPES foram usadas como pré-teste para o Enem e haviam sido divulgadas antes do exame. A revelação surgiu após a transmissão de uma live em 11 de novembro, quando perguntas praticamente idênticas às aplicadas no primeiro dia do Enem apareceram no YouTube, estimulando candidatos a memorizarem respostas.
A denúncia teve origem com Edcley Teixeira, estudante de medicina e professor preparatório, que publicou oito itens quase iguais aos que mais tarde seriam vistos no Enem 2025. Luiza relata no episódio do podcast O Assunto como chegou ao caso, explicando o processo de formulação da prova – que neste ano teve 4,8 milhões de inscritos – e como funciona o banco de questões mantido pelo Inep. Segundo ela, a existência desse estoque abre brechas para que itens apareçam em outros exames antes de serem usados oficialmente.
A jornalista também esclarece por que três das questões antecipadas foram anuladas pelo Inep, enquanto outras permaneceram válidas, e descreve o que ouviu de estudantes e responsáveis após a divulgação do caso. A investigação sobre a possível quebra de sigilo segue em andamento.