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Segunda, 19 de fevereiro de 2018 - 15:00:52
Entrada de tropas sírias causará catástrofe, diz vice-ministro turco
Em Afrin
Para Bekir Bozdag, avanço das forças armadas sírias para apoiar militantes curdos pode culminar na divisão do país

O vice-ministro das Relações Exteriores da Turquia, Bekir Bozdag, comentou durante uma coletiva de imprensa os relatórios sobre o possível uso de tropas do governo sírio em Afrin, na Síria.

"A notícia do acordo entre o YPG [milícia curda] e o governo sírio para que estes últimos enviem tropas para Afrin apareceu hoje. Estamos seguindo esses relatórios. A informação não nos foi confirmada por meio de canais oficiais. Até onde a gente sabe, ninguém está falando sobre o envio das forças do governo sírio no momento ", disse Bozdag a jornalistas.

De acordo com Bozdag, Ankara não acredita nesses relatórios, acrescentando que o país ainda não tinha nenhuma informação sobre o assunto.

No entanto, como afirmou vice-ministro, se as forças armadas sírias entrassem em Afrin para apoiar militantes curdos, isso levaria a uma catástrofe, dando luz verde à divisão do país.

"Se o governo sírio entrar [Afrin] para apoiar o YPG, ele abrirá caminho para uma catástrofe", disse Bozdag.

Falando sobre o curso da operação militar da Turquia na área denominada de Olive Branch, o político afirmou que o avanço continuaria conforme o planejado.

Sobre a possibilidade de um impasse com as forças curdas apoiadas pelos EUA no terreno, ele espera que não seja necessário estender a ofensiva a Manbij, pois todas as questões existentes poderiam ser resolvidas através do diálogo.

No entanto, esta informação foi refutada pelo representante do YPG em Afrin Brusk Haseke, que os chamou de notícias falsas em sua entrevista ao Sputnik.

Dirigindo-se à questão no início do dia, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, afirmou que, no caso de as tropas entrarem na cidade para apoiar os terroristas (referindo-se às forças do YPG), "ninguém vai parar" o exército turco. Com informações do Sputnik.

Texto/Fonte: Notícias ao Minuto