A colheita de milho em Mato Grosso, referente ao ciclo 2024/25, foi concluída na semana passada com duas semanas de atraso em relação à temporada anterior. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) apontou que o atraso foi causado por fatores climáticos que postergaram o início da colheita da soja e a semeadura da segunda safra de milho.
Apesar do atraso, o ritmo da colheita do cereal foi mais rápido do que na safra 16/17, considerada a mais tardia da série histórica do IMEA. A intensificação da colheita na segunda quinzena de julho contribuiu para reduzir o impacto do atraso, mesmo com chuvas pontuais registradas em agosto, fenômeno incomum para o estado.
O IMEA destacou que as precipitações prolongadas beneficiaram o desenvolvimento das lavouras, inclusive das áreas semeadas fora da janela ideal, até 28 de fevereiro, refletindo positivamente nos rendimentos da temporada. A projeção de produtividade do instituto indica resultados superiores aos observados em safras anteriores.
Na semana passada, a cotação do milho disponível em Mato Grosso estava em média R$ 43 por tonelada.