Já recuperando-se em casa, em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, Juliana — conhecida como Juju do Pix — contou que a primeira cirurgia para retirada do óleo mineral do rosto teve uma recuperação “tranquila”. Sem dores, ela afirma estar preparada para a próxima etapa do tratamento. “Eu tenho que ter paciência para entender que isso leva tempo, mas vai dar tudo certo”, disse.
A influenciadora comentou sobre o impacto da repercussão de sua história, marcada por apoio, curiosidade e ataques. Segundo ela, algumas pessoas passaram a compará-la a personagens ou fazer piadas devido ao inchaço pós-operatório. “Isso é patético. Independente do que eu pareça, eu sou um ser humano. Posso ter errado, mas ninguém tem o direito de perder o respeito, ainda mais diante de alguém passando por um problema físico e estético”, desabafou.
Juju lembrou que enfrenta críticas desde o início da produção de conteúdo, mas garante que não pretende abandonar as redes. Para ela, muitos julgamentos são feitos porque “a dor está no outro”.
O apelido que ganhou nas redes surgiu após ela pedir ajuda financeira para uma cirurgia reparadora. O procedimento estético inicial, feito em 2017 em uma clínica clandestina, tinha como objetivo feminizar o rosto, mas resultou em deformações. Embora a clínica alegasse ter usado silicone industrial, Juliana descobriu que foram aplicadas 21 seringas de óleo mineral. Mulher transexual, ela relatou ter encontrado dificuldades para conseguir emprego após o ocorrido.
Mesmo após obter R$ 20 mil em uma vaquinha, enfrentou desconfiança de internautas e acabou desistindo da operação por não alcançar o valor total. O dinheiro, segundo ela, foi doado. A cirurgia reparadora finalmente ocorreu no Hospital Indianópolis, em São Paulo, sem custos, e foi considerada bem-sucedida pelo cirurgião Thiago Marra.
O médico explicou que a remoção do produto precisa ser feita de forma gradual e conservadora, já que o tecido estava rígido e impregnado pelo óleo. As próximas etapas vão depender da resposta do organismo. “Compreendemos a dor dela e decidimos abraçar o caso com todo cuidado”, disse Marra.
A operação é a primeira de várias previstas para recuperar a autoestima e ampliar a qualidade de vida de Juliana, que relata não ter tido novas oportunidades profissionais desde o procedimento clandestino. Agora, ela já planeja a próxima cirurgia, confiante de que poderá recomeçar.