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Sábado, 13 de abril de 2019 - 09:14:18
Ministro Fux mantém investigação contra Blairo em Brasília
GERAL
A Justiça Federal de Mato Grosso, o Tribunal Regional Federal e o Superior Tribunal de Justiça passam a investigar os envolvidos da deleção do ex-governador Silval Barbosa, menos Blairo Maggi.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux determinou que o processo envolvendo o ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, continue em Brasília (DF). A decisão é referente ao processo da 'Operação Ararath', em que são investigados esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento de campanha, entre 2006 e 2014.

Em 2018, os autos passaram a pertencer à jurisdição da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, com o juiz federal Jefferson Schneider, que antes estavam alocados na 1ª instância do Estado.

Seguindo o parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro havia determinado o desmembramento de seis dos sete casos da operação. Porém, em decisão de 8 de abril, estabeleceu que continuem onde estão os processos, na Vara de Brasília.

A defesa de Blairo Maggi tem pendências de embargos, com pedido para alteração da Justiça competente. Para Fux, não existe prejuízo na tramitação do procedimento investigatório no Superior Tribunal de Justiça.

Sendo assim, a Justiça Federal de Mato Grosso, o Tribunal Regional Federal e o Superior Tribunal de Justiça passam a investigar os envolvidos da deleção do ex-governador Silval Barbosa, menos Blairo Maggi.

O ministro Luiz Fux, ainda aprovou o compartilhamento de provas solicitado pela Receita Federal e autorizou o envio de cópias de documentos solicitados pela autoridade policial, aos juízos estabelecidos.

Na delação, Silval alega que desviou dinheiro para quitar dívidas de campanhas eleitorais, deixadas pelo grupo político de Blairo, configurando crime de Caixa 2 Eleitoral.

A defesa de Maggi pediu que o processo fosse julgado pela Justiça Federal, por se tratar de crimes eleitorais comuns, sem sucesso.

O ex-ministro da agricultura Blairro Maggi, é acusado de obstrução de justiça, na fase um da operação e por fraudes em empréstimos e recolhimento de ICMS no BicBanco, na fase sete.

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