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Quarta, 08 de junho de 2016 - 12:22:48
MP recebe denúncia sobre a falta de médico oncologista no Hospital Regional de Sorriso
DENÚNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO
A unidade atende 15 municípios, com uma população de aproximadamente 500 mil habitantes

A diretoria da ONG CIRINHO SORRINDO de Combate ao Câncer, recebeu cópia de uma denúncia feita por um munícipe de Sorriso, onde ele relata que na unidade hospitalar onde  são atendidos cerca de 15 cidades da região (Hospital Regional de Sorriso), não possui mais médico especialista em oncologia.

De acordo com o despacho da promotora que está à frente do caso, Sra. Carla Marques Salati, ela relata que o caso é de utilidade pública, atinge diretamente toda a sociedade, fixando em seu teor despachado como “Demanda Coletiva de Saúde”.

Ao bordo do texto a jurista solicita informações para a direção do Hospital Regional, e a Sra. Rejane Joana P.Zen, que na época respondia como Interventora do Estado, onde a mesma afirma em sua resposta que “ informamos que atualmente não estamos disponibilizando de médico oncologista na unidade, uma vez que, o servidor médico oncologista do Hospital, encontra-se afastado de suas atividades de licença para estudo”. Mas não explica o porquê que o estado não contratou nenhum substituto para continuar os atendimentos, já que são mais de 200 pacientes na fila de espera, deixando todos a mercê de uma central de regulação, que não funciona como deveria.

Outro fato denunciado é que vários pacientes oncológicos estão internados no hospital, sendo atendidos por médicos clínicos gerais. Pacientes oncológicos precisam de atendimentos especializados, de tratamentos contínuos e acompanhados por especialistas na área. O clinico geral, pode sim atendê-los, mas rapidamente solicitar o especialista, conforme protocolo do Ministério da Saúde,  o que não esta ocorrendo, haja vista os hospitais de Sinop e mesmo o de Cuiabá não suportarem a demanda dos atendimentos, deixando os doentes na fila a mercê da morte.

No mesmo caminho, a diretora do hospital, tenta amenizar a situação, simplesmente dizendo que os pacientes oncológicos são regulados para os municípios de Sinop e Cuiabá, como se isso funcionasse, retirando dos “ombros” do estado à responsabilidade.

Esqueceu-se ela, que como acima mencionado, mais de 200 pacientes estão na fila esperando por atendimento. E na fila, muitos ali morrem, sem ter a chance de um tratamento digno, porque quem tem câncer, tem pressa, a doença é avassaladora e a legislação assim os protegem, mas como é visível, não está funcionando, basta ir até a regulação estadual, dar entrada no pedido de consulta oncológica e rezar para que marquem os procedimentos.  

Para a ONG, - esta é uma situação muito grave, já que diversos pacientes se quer tem o primeiro atendimento, “eles ficam perdidos, sem saber ao certo o que fazer, pra onde ir. Quando eles chegam na entidade, a esperança é de que possamos resolver o problema, de fato é o que sempre tentamos, mas com a realidade do nosso hospital, sem especialista oncológico, ter que encaminhar para Sinop e até mesmo para Cuiabá, é uma falta de respeito para todos os 15 municípios que participam  do Consórcio de Saúde. Dizer que em torno de 500 mil habitantes, nosso hospital não tem nenhum especialista oncológico, é no mínimo terrível”, relata Carla Pianesso, presidente da ONG CIRINHO SORRINDO.

Pois bem, nossa reportagem tentou contato com a Secretaria Estadual de Saúde, mas até o fechamento desta matéria ninguém se manifestou sobre o caso.

 Mais uma vez, o poder executivo estadual cala-se frente tamanho desrespeito à vida humana.

Texto/Fonte: MTUOL
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