Criado em 1988, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) reúne cientistas de diferentes áreas e países para analisar, de forma voluntária, milhares de estudos relacionados ao aquecimento global. Todo esse conhecimento é compilado em relatórios amplamente reconhecidos como o documento mais relevante da ciência sobre o tema.
Esses relatórios, divulgados em ciclos de seis a sete anos, servem de base para a formulação de políticas públicas e são peça-chave nas negociações climáticas internacionais. O mais recente, o sexto ciclo, foi publicado em etapas entre 2021 e 2023.
Entre suas conclusões, o documento destacou o aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos, como secas, tempestades e ondas de calor, associados diretamente ao aquecimento global. O texto, elaborado por 93 autores, também apontou diversas opções eficazes e viáveis para reduzir emissões e promover adaptação às mudanças já em curso.
Na COP 27, realizada em 2022, o então presidente do IPCC, Hoesung Lee, reforçou que os relatórios não apenas descrevem o problema, mas indicam caminhos para enfrentar a crise climática, servindo de referência central para governos em todo o mundo.