Foto: Fabio Tito/g1
Wednesday, 27 de August de 2025 - 11:44:20
Setor de serviços atinge recorde de trabalhadores em 2023, mas salários recuam em relação a 2014
SERVIÇOS EM EXPANSÃO

O setor de serviços não financeiros encerrou 2023 com 15,2 milhões de pessoas ocupadas, o maior número já registrado e o terceiro recorde consecutivo, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) divulgada nesta quarta-feira (27) pelo IBGE. Em dez anos, o setor cresceu 17,2% em mão de obra, incorporando 2,2 milhões de trabalhadores em relação a 2014.

Foram contabilizadas 1,7 milhão de empresas, responsáveis por R$ 3,2 trilhões em receita operacional líquida e R$ 1,9 trilhão em valor adicionado. Para remuneração — incluindo salários, retiradas e benefícios — foram destinados R$ 592,5 bilhões, mais que o dobro dos R$ 287,7 bilhões pagos em 2014.

Apesar do avanço, a remuneração média mensal caiu: passou de 2,4 para 2,3 salários mínimos no período. “As atividades estão pagando em torno de 2,2 a 2,3 salários mínimos, em média”, explicou Marcelo Miranda, analista do IBGE. A queda foi observada na maior parte dos segmentos, com exceção de apoio à agropecuária, serviços auxiliares financeiros e atividades ligadas a resíduos e saneamento, onde a média subiu de 2,9 para 3,6 salários mínimos.

A pesquisa também aponta desconcentração do mercado: a fatia das oito maiores empresas caiu de 9,5% em 2014 para 6,6% em 2023, o menor índice da série. No período, tecnologia da informação, serviços técnicos-profissionais e auxiliares financeiros ampliaram participação, enquanto telecomunicações, transporte rodoviário de passageiros e audiovisuais perderam espaço.

Em termos de emprego, quase metade da mão de obra se concentra em cinco atividades, com alimentação permanecendo como líder histórico, mesmo após a pandemia.

Regionalmente, o Sudeste concentra 64,4% da receita bruta e lidera também nos salários, com média de 2,6 salários mínimos. O Nordeste aparece com o menor valor, 1,6 salário mínimo. Sul (14,9%), Centro-Oeste (7,9%) e Norte (2,7%) completam a distribuição.

Texto/Fonte: G1